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quinta-feira, 31 de maio de 2012

A Caridade do Respeito

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Aquele que tem coragem, honestidade e respeito ao próximo, tem como rotina, pequenas e grandes realizações!
(Eduardo Aques)
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A palavra caridade, tão conhecida das pessoas e instituições que a ela se propõem, nem sempre é bem entendida e raras vezes é bem praticada.
Salvo raras exceções, as instituições dão coisas às pessoas carentes sem observarem um elemento indispensável na filantropia: o respeito.
Os direitos dos carentes geralmente são desconsiderados.
 Aqueles que lhes oferecem coisas em nome da caridade, por vezes se esquecem de que eles são gente.
Esquecem-se de que têm gosto, preferências, tamanho de roupa, número de calçado e paladar.
Às vezes, eles batem às portas abertas à caridade pela primeira vez e são abordados sem escrúpulos pelos atendentes que os obrigam a lhes fornecer dados e mais dados sobre sua vida íntima.
Afinal, quem está precisando de ajuda que se sujeite a esse tipo de investigação, sem reclamação.
Se o assistido ousa pedir algo diferente, imediatamente recebe a resposta: Se não está bom, pode procurar outro lugar melhor.
É importante que nos perguntemos até que ponto nossa caridade está sendo praticada dentro do modelo ensinado por Jesus.
O parâmetro sugerido pelo Cristo, somos nós mesmos. 
O referencial é sempre aquele que pratica a caridade, pois a recomendação é de fazer aos outros o que gostaríamos que nos fizessem.
Então, temos que nos questionar se gostaríamos de vestir uma roupa de número 50, quando nosso manequim é 42, se calçaríamos um sapato 40 quando nosso número é 36 ou um 32 quando calçamos 38.
Temos ainda que nos perguntar se comeríamos algo que detestamos, ou se ouviríamos uma música que nos irrita, só pelo fato de sermos pobres.
Um dia, vimos uma senhora caridosa oferecer, sem critério algum, roupas usadas a uma mãe carente.
Ela agradeceu, dirigiu-se ao um canto da sala e abriu a sacola para contemplar o que ganhara.
Minutos depois ela retornou, dirigiu-se à senhora e lhe falou com educação: Creio que a senhora se enganou. Lá em casa não tem homem. 
Meu marido morreu e meu dois filhos são menores de dez anos, e na sacola só há roupas masculinas de adultos.
Ora, respondeu secamente a caridosa, e desde quando pobre tem número de roupa e calçado?
É só encher os sapatos com jornal e arregaçar as mangas das camisas e calças!
A mãe, constrangida diante das demais pessoas que a observavam, abaixou a cabeça, tomou as mãos dos filhos e saiu sem dizer uma única palavra.
Ao ganhar a rua ouvimos o filho mais velho, que devia ter uns oito anos dizer, numa tentativa de consolar a mãe que não conseguira conter as lágrimas doloridas que lhe brotavam da alma:
É verdade, mamãe! 
Eu e o mano estamos crescendo rápido, logo logo poderemos usar essas roupas e calçados, por favor, não chore mais mamãe!
* * *
Nem sempre as pessoas que buscam a caridade alheia são desocupadas, ou vivem totalmente às custas dos outros.
Existem mães viúvas que buscam corações sensíveis que lhes ajudem a manter vivos os filhos queridos.
Há filhos órfãos que precisam encontrar uma mão estendida para os livrar das garras da morte.
Há pais de família que, mesmo trabalhando de sol a sol, não ganham o suficiente para manter com vida os filhos doentes.
E não nos esqueçamos jamais, que nenhum de nós está livre de precisar da caridade alheia.
Pensemos nisso!
***
Redação do Momento Espírita
Em 05.07.2010.
Todos os créditos ao:Momento Espírita
VOLTE SEMPRE.
EU AMO SUA VISITA.
FIQUE COM DEUS.
BEIJOS EM SEU CORAÇÃO COM CHEIRINHO DE JASMIM.


segunda-feira, 30 de abril de 2012

Falar com moderação

Rosa
*
As palavras de amizade e conforto podem ser curtas e sucintas, mas o seu eco é infindável.
(Madre Teresa de Calcutá)
*
Você conseguiria distinguir se uma carroça está rodando cheia ou vazia, mesmo sem poder vê-la?
Essa foi a lição que o pai deu ao filho, numa tarde quente de verão, na tranquilidade da pequena fazenda.
Ele convidou o pequeno para ir ao bosque a fim de escutarem juntos o canto dos pássaros, no silêncio da mata.
Após ouvirem por longo tempo a sinfonia dos pássaros, dirigiram-se para uma clareira e o pai perguntou ao filho:
Você está ouvindo alguma coisa além do canto dos pássaros?
O filho apurou os ouvidos e depois de alguns segundos respondeu:
Estou ouvindo o barulho de uma carroça que deve estar descendo pela estrada.
Isso mesmo, disse o pai. É uma carroça vazia.
Mas como é que o senhor sabe que está vazia se não a podemos ver? Perguntou o garoto intrigado.
Ora, filho, é muito fácil saber que uma carroça está vazia, e sabe por quê?
Não, respondeu o filho.
O pai apoiou a mão no ombro do menino, olhou bem nos seus olhos e disse:
Podemos identificar que uma carroça está vazia pelo barulho que ela faz.
Quanto mais vazia, mais barulhenta é.
O garoto, que certamente falava demais e sem pensar muito, logo entendeu a lição e jamais esqueceu que, quanto mais vazia, mais barulho faz a carroça.
*   *   *
A lição daquele pai, certamente, serve para muitos adultos que costumam falar e falar, sem se dar conta que suas palavras são vazias tanto quanto sua própria intimidade.
Há pessoas que são barulhentas, falam alto, gesticulam muito, não deixam ninguém falar e acabam ficando sozinhas.
Na ânsia de disfarçar o vazio da alma, fazem muito barulho exterior, infelicitando-se e infelicitando os que as cercam.
A arte de bem falar ainda é pouco conhecida de muitos de nós.
E falar bem nunca significou falar muito, pelo contrário, o poder de síntese é qualidade dos sábios.
Falar pouco e dizer muito é coisa que poucos sabem fazer.
Mas, falar muito e dizer pouco, é um fato comum.
Quem fala demais e diz o que não deve, acaba escravizado pelas próprias palavras que, uma vez ditas, não podem mais ser apagadas.
Mas, enquanto nós não as dizemos, são nossas prisioneiras e temos sobre elas total domínio.
Dessa forma, antes de proferirmos palavras ao vento, lembremo-nos de que podemos ser identificados pelo nosso modo de falar e pela quantidade e a qualidade das nossas palavras.
Vale a pena lembrar, ainda, que a faculdade da fala nos foi dada por Deus para construir e edificar, evoluir e promover o crescimento dos outros.
*   *   *
Uma palavra gentil é como uma flor, que exala perfume e balsamiza quem a ouve.
Uma palavra fraternal é como um raio de sol, que ilumina e aquece quem dela necessita.
Uma palavra cordial é como suave brisa capaz de pacificar corações e aquietar almas em convulsões.
E as palavras do Cristo são rotas luminosas, pão de sustento, água refrescante, bálsamo bendito para incontáveis corações...
***
Redação do Momento Espírita com base no cap. A carroça,  do livro E, para o resto da vida..., de Wallace Leal  Rodrigues, ed. O clarim.
Em 24.05.2010.
Todos os créditos ao:Momento Espírita
VOLTE SEMPRE.
EU AMO SUA VISITA.
FIQUE COM DEUS.
BEIJOS EM SEU CORAÇÃO COM CHEIRINHO DE JASMIM.
*
Rosa

domingo, 29 de janeiro de 2012

Cáritas

Lindas Flores
*
"Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível e, de repente, você estará fazendo o impossível."
 (São Francisco de Assis)
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Eu sou o sol que aquece a vida, em nome da vida que criou o sol.
Sou eu quem reverdece o campo em beijos cálidos após a demorada invernia.
Eu sou a força que sustenta as criaturas tombadas, a fim de que se ergam, e as desiludidas, para que recomecem o trabalho do próprio crescimento.
Eu sou o pão que alimenta os corpos e as almas, impedindo-os de experimentar deperecimento.
Sou eu a música que enternece o revoltado, e sou o poema de esperança que canta alegria onde houve devastação.
Por onde eu passo, um rastro luminoso fica vencendo a sombra que cede lugar à claridade libertadora.
Eu sou o medicamento que restaura as energias abaladas, e sou o bálsamo que suaviza o ardor das chagas purulentas que levam à agonia e à alucinação.
Sou a gentileza que ouve pacientemente a narrativa do sofrimento e nunca se cansa de ser solidária, conquanto a aflição se espraie entre as criaturas.
Eu sou o fermento que leveda a massa e dá-lhe forma para aprimorar-lhe o sabor.
Sou eu a paz que visita o terreno árido, adornando-lhe a paisagem fúnebre.
Eu sou o perfume carreado pela brisa mansa para aromatizar os seres e os jardins.
Sou eu a consolação que sussurra palavras de fé aos ouvidos da amargura e soergue aqueles que já não confiam em ninguém, aturdidos pelas frustrações e feridos pelas dores pungentes.
Eu sou a madrugada que ressuscita todos aqueles que são tidos como mortos ou que estão adormecidos, a fim de que possam voltar ao convívio dos familiares saudosos e em angústias devastadoras.
Sou eu a água refrescante que sacia a sede de todas as necessidades e limpa os detritos da alma degenerada, preparando-a para os renascimentos felizes.
Eu sou o hálito divino sustentando a criação e penetrando por todas as partículas de que se constitui.
Convido minha irmã, a fé, para que ofereça resistência ao viajor cansado e o alente em cada passo, concedendo-lhe combustível para nunca desistir.
Eu me apoio na irmã esperança que possui o encanto de reerguer e amenizar a aspereza das provações.
Quando elas chegam, o prado queimado se renova, porque se me associam, fazendo que arrebentem flores e frutos onde a morte parecia dominar...
As duas, a fé e a esperança, constituem os elementos vitais da minha alma, a fim de que permaneça conduzindo todos os seres.
O Senhor enviou-me em Seu nome, com a missão de lembrar a Sua presença no Mundo, desde quando me usou para que as criaturas que Lhe desafiaram a justiça e a misericórdia, pudessem recomeçar o processo de evolução.
Vinde comigo ao banquete suntuoso da ação contínua do bem e embriagai-vos de felicidade.
Eu sou a caridade!
*   *   *
A caridade para ser legítima não dispensa a fé que lhe oferece vitalidade; e esta para ser nobre deve firmar-se no discernimento da razão como normativa salutar.
*
Redação do Momento Espírita, com base  em
mensagem do Espírito Cáritas, psicografia
de Divaldo Pereira Franco, em 06.01.99,
 na cidade do Salvador – BA.
Em 28.12.2007.
Todos os créditos ao:Momento Espírita
VOLTE SEMPRE.
EU AMO SUA VISITA.
FIQUE COM DEUS.
BEIJOS EM SEU CORAÇÃO COM CHEIRINHO DE JASMIM.
Lindas Flores
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