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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Falar com moderação

Rosa
*
As palavras de amizade e conforto podem ser curtas e sucintas, mas o seu eco é infindável.
(Madre Teresa de Calcutá)
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Você conseguiria distinguir se uma carroça está rodando cheia ou vazia, mesmo sem poder vê-la?
Essa foi a lição que o pai deu ao filho, numa tarde quente de verão, na tranquilidade da pequena fazenda.
Ele convidou o pequeno para ir ao bosque a fim de escutarem juntos o canto dos pássaros, no silêncio da mata.
Após ouvirem por longo tempo a sinfonia dos pássaros, dirigiram-se para uma clareira e o pai perguntou ao filho:
Você está ouvindo alguma coisa além do canto dos pássaros?
O filho apurou os ouvidos e depois de alguns segundos respondeu:
Estou ouvindo o barulho de uma carroça que deve estar descendo pela estrada.
Isso mesmo, disse o pai. É uma carroça vazia.
Mas como é que o senhor sabe que está vazia se não a podemos ver? Perguntou o garoto intrigado.
Ora, filho, é muito fácil saber que uma carroça está vazia, e sabe por quê?
Não, respondeu o filho.
O pai apoiou a mão no ombro do menino, olhou bem nos seus olhos e disse:
Podemos identificar que uma carroça está vazia pelo barulho que ela faz.
Quanto mais vazia, mais barulhenta é.
O garoto, que certamente falava demais e sem pensar muito, logo entendeu a lição e jamais esqueceu que, quanto mais vazia, mais barulho faz a carroça.
*   *   *
A lição daquele pai, certamente, serve para muitos adultos que costumam falar e falar, sem se dar conta que suas palavras são vazias tanto quanto sua própria intimidade.
Há pessoas que são barulhentas, falam alto, gesticulam muito, não deixam ninguém falar e acabam ficando sozinhas.
Na ânsia de disfarçar o vazio da alma, fazem muito barulho exterior, infelicitando-se e infelicitando os que as cercam.
A arte de bem falar ainda é pouco conhecida de muitos de nós.
E falar bem nunca significou falar muito, pelo contrário, o poder de síntese é qualidade dos sábios.
Falar pouco e dizer muito é coisa que poucos sabem fazer.
Mas, falar muito e dizer pouco, é um fato comum.
Quem fala demais e diz o que não deve, acaba escravizado pelas próprias palavras que, uma vez ditas, não podem mais ser apagadas.
Mas, enquanto nós não as dizemos, são nossas prisioneiras e temos sobre elas total domínio.
Dessa forma, antes de proferirmos palavras ao vento, lembremo-nos de que podemos ser identificados pelo nosso modo de falar e pela quantidade e a qualidade das nossas palavras.
Vale a pena lembrar, ainda, que a faculdade da fala nos foi dada por Deus para construir e edificar, evoluir e promover o crescimento dos outros.
*   *   *
Uma palavra gentil é como uma flor, que exala perfume e balsamiza quem a ouve.
Uma palavra fraternal é como um raio de sol, que ilumina e aquece quem dela necessita.
Uma palavra cordial é como suave brisa capaz de pacificar corações e aquietar almas em convulsões.
E as palavras do Cristo são rotas luminosas, pão de sustento, água refrescante, bálsamo bendito para incontáveis corações...
***
Redação do Momento Espírita com base no cap. A carroça,  do livro E, para o resto da vida..., de Wallace Leal  Rodrigues, ed. O clarim.
Em 24.05.2010.
Todos os créditos ao:Momento Espírita
VOLTE SEMPRE.
EU AMO SUA VISITA.
FIQUE COM DEUS.
BEIJOS EM SEU CORAÇÃO COM CHEIRINHO DE JASMIM.
*
Rosa

sábado, 29 de outubro de 2011

Falar dos Outros

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"Não fale, não conte detalhes, não satisfaça a curiosidade alheia.
A imaginação dos outros já é difamatória que chegue.
Martha Medeiros
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Você já reparou o quanto as pessoas falam dos outros?
Falam de tudo.
Da moral, do comportamento, dos sentimentos, das reações, dos medos, das imperfeições, dos erros, das criancices, ranzinzices, chatices, mesmices, grandezas, feitos, espantos.
Sobretudo falam do comportamento.
E falam porque supõem saber.
Mas não sabem.
Porque jamais foram capazes de sentir como o outro sente.
Se sentissem não falariam.
Só pode falar da dor de perder um filho, um pai que já perdeu, ou a mãe já ferida por tal amputação de vida.
Dou esse exemplo extremo porque ele ilustra melhor.
As pessoas falam da reação das outras e do comportamento
delas quase sempre sem jamais terem sentido o que elas sentiram.
Mas sentir o que o outro sente não significa sentir por ele.
Isso é masoquismo.
Significa perceber o que ele sente e ser suficientemente forte para ajudá-lo exatamente pela capacidade de não se contaminar com o que o machucou.
Se nos deixarmos contaminar (fecundar?) pelo sentimento que o outro está sentindo, como teremos forças para ajudá-lo?
Só quem já foi capaz de sentir os muitos sentimentos do mundo é capaz de saber algo sobre as outras pessoas e aceitá-las, com tolerância.
Sentir os muitos sentimentos do mundo não é ser uma caixa de sofrimentos.
Isso é ser infeliz.
Sentir os muitos sentimentos do mundo é abrir-se a qualquer forma de sentimento.
É analisá-los interiormente, deixar todos os sentimentos de que somos dotados fluir sem barreiras, sem medos, os maus, os bons, os pérfidos, os sórdidos, os baixos, os elevados, os mais puros, os melhores, os santos.
Só quem deixou fluir sem barreiras, medos e defesas todos os próprios sentimentos, pode sabê-los, de senti-los no próximo.
Espere florescer a árvore do próprio sentimento.
Vivendo, aceitando as podas da realidade e se possível fecundando.
A verdade é que só sabemos o que já sentimos.
Podemos intuir, perceber, atinar; podemos até, conhecer. Mas saber jamais.
Só se sabe aquilo que já se sentiu.
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Arthur da Távola
Todos os créditos ao Autor acima.
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VOLTE SEMPRE.
EU AMO SUA VISITA.
FIQUE COM DEUS.
BEIJOS EM SEU CORAÇÃO COM CHEIRINHO DE JASMIN.
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